domingo, 21 de fevereiro de 2010

Trouxe alguém muito especial comigo, a minha companheira de noite e dia, e juro que nunca a trocarei seja por qualquer homem, pois ela, sim, completa-me. E então, cá estamos nós. Chamo um táxi para me levar ao meu destino, que ainda não sei bem qual é, pois nunca lá estive. Uma amiga emprestou-me as chaves de casa dela para eu passar uns tempos, pois precisava de fugir daquele lugar. Neste momento sinto-me uma caixa vazia, mas bem acolchoada com tudo o que passei. Libertar-me foi a melhor coisa que poderia fazer, libertar-me de ti e de todos os outros que me deixaram assim: uma caixa vazia. A Lua olha para mim com aquele olhar de "é agora que vais ser só minha?". Tiro-a da caixa transportadora e vamos as duas conhecer a casa. É linda, e curiosamente, nos próximos tempos, vou ter a torre Eiffel de frente para mim. A casa é antiga, fica no cimo de um prédio de 4 andares que parece cair aos bocados, mas é pequenina, assim como eu gosto; tem um sótão onde me posso refugiar e, ao pé da janela do telhado, um telescópio onde posso olhar as estrelas. E vou viver aqui, nos próximos tempos. Talvez apaixonar-me. "Não,Lua, não me vou esquecer de ti", sussurro-lhe ao ouvido enquanto me recosto no sofá e a puxo para mim, para descansarmos quentinhas, enroscadinhas uma na outra, como já era o costume. Vai ser tão lindo recomeçar aqui... Voltar a ser eu...
Na varanda há um vaso com flores coloridas, uma espécie de trepadeira, que ainda não descobri a espécie, que dá ainda mais cor a esta "nova" casa. A cozinha é pequenina, mas dá para partilhar contigo. Enfim, tenho tudo. Não tenho ainda acesso à Internet, e pergunto-me se valerá a pena investir.
Deixei a Lua enroscada no sofá e vou dar um passeio, enquanto o sol não se põe. Quando voltar arrumo as poucas tralhas que trouxe. Até já, princesa.

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