À luz das velas, que deixaram um aroma a cera pela casa, que tentei disfarçar com incenso, pus-me a pensar, como não devia e no que não devia. Não percebo porque ainda me mandas mensagens. Estou fora, não estou disponível para ninguém, e muito menos para ti. Não te respondo às mensagens porque jurei que não mais o faria, e para além disso o saldo do telemóvel não mo permite.
Estou em Paris. Tudo o que um dia sonhei, de conhecer pessoalmente as ruelas de Paris pode ser concretizado, porque é que quereria prender-me a isso que tu escreves nas mensagens. Não tens de me acusar, foste tu que me enganaste. E agora, que tenho tudo o que pedi, tudo o que me faz feliz, ou que ajuda a isso, para que preciso de ti? Tenho um espaço ao qual posso chamar meu, mesmo que por pouco tempo (o necessário), a companhia da minha princesa, que não só pede carinhos, mas essencialmente dá, que me aquece à noite, que me dá conforto. Porque precisaria de ti? Ao menos este mundo é palpável, está aqui e posso vivê-lo, não me foge. Se um dia for necessário, serei eu a fugir dele, não outra coisa.
Mudo de pensamento. Há pessoas realmente simpáticas.
Confesso que, por vezes, me custa estar sozinha num lugar. Mas tenho-te a ti, Lua, e agradeço-te tanto pela tua companhia estes anos todos. Tu nunca me deixaste ficar mal.
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