segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Estranho pensar como passou o tempo tão depressa, como depressa me acomodei a este espaço onde pouco mais acontece, senão eu. Soam músicas de Natal lá fora, e ainda me recordo daquela noite... Suspiro por não saber o que pensar, ou o que dizer, portanto simplesmente suspiro. Será que ainda te lembras? Será que ainda pensas nisso? Sei que hoje vou adormecer com um sonho no pensamento, um carinho em mim. Não sei porque ainda me controlo para te dizer o que penso, o que sinto... As palavras com certeza não me reconfortarão do facto de neste momento não estares comigo. Vou levar a Lua comigo para o sótão esta noite, e um cobertor. Estou cansada, mas não consigo adormecer sem achar que vais aparecer por aí... Como gostava de não sentir necessidade de o dizer, de não sentir... de ser apenas eu na multidão que faz o eu no meu mundo... Mas não, tu também lá estás, e o teu olhar; assim como toda aquela recordação que tenho de ti e guardei nas estrelas que baptizámos do meu telescópio. E Paris torna-se assim mais que aqueles sonhos que costumamos ter à distância... Talvez aquele que de todos seja o mais real. Ainda assim, fujo ao sonho com vontade de o agarrar. Vem Lua, vem para junto de mim.
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